Problemas de saúde em pug: conheça os principais riscos e cuidados com a raça

Problemas de saúde em pug: conheça os principais riscos e cuidados com a raça
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Os pugs são conhecidos pelo comportamento carinhoso, pela personalidade divertida e pela forte ligação com seus tutores. No entanto, conhecer os principais problemas de saúde em pug é fundamental, pois, devido às suas características físicas e genéticas, esses cães podem apresentar maior predisposição a determinadas doenças.

Neste artigo você vai encontrar os principais problemas de saúde em pug. Saber mais ajuda o tutor a identificar alterações, procurar atendimento veterinário rapidamente e adotar cuidados preventivos. Afinal, embora algumas condições estejam relacionadas à genética e à anatomia da raça, o acompanhamento adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida do animal.

Por que o pug apresenta tantos problemas de saúde?

problemas de saúde em pug
Problemas de saúde em pug. (Foto: Reprodução)

O pug é uma raça braquicefálica, ou seja, possui o focinho curto, o crânio achatado e as vias respiratórias mais compactas. Embora essa aparência seja uma das características mais marcantes da raça, ela também pode dificultar a respiração e favorecer problemas nos olhos, na pele e no sistema digestivo.

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Um estudo do Royal Veterinary College, realizado com milhares de cães, identificou que os pugs apresentavam uma probabilidade aproximadamente 1,9 vez maior de registrar pelo menos um problema de saúde ao longo de um ano quando comparados a cães de outras raças.

Além disso, os olhos proeminentes, as dobras faciais, a tendência ao ganho de peso e certas predisposições genéticas também aumentam os riscos. Portanto, o pug precisa de cuidados específicos durante todas as fases da vida.

Principais problemas de saúde em pug

A seguir, confira uma visão geral das condições mais comuns, seus sinais e os cuidados recomendados.

Problema de saúdePrincipais sinaisNível de atenção
Síndrome braquicefálicaRespiração ruidosa, cansaço, engasgos e dificuldade para respirarAlto
Problemas ocularesVermelhidão, secreção, dor e olho fechadoAlto
Dermatite nas dobrasMau cheiro, vermelhidão, coceira e umidadeModerado
ObesidadeGanho de peso, cansaço e dificuldade para se movimentarAlto
Luxação de patelaMancar, levantar a pata e dificuldade para caminharModerado
Problemas de colunaDor, fraqueza e dificuldade para movimentar as patasAlto
OtiteCoceira, mau cheiro e secreção nos ouvidosModerado
Problemas dentáriosMau hálito, tártaro e dificuldade para mastigarModerado
Encefalite do pugConvulsões, desorientação e alterações neurológicasEmergencial

1. Síndrome braquicefálica

A síndrome braquicefálica, também conhecida como síndrome obstrutiva das vias aéreas dos braquicefálicos, é um dos mais importantes problemas de saúde em pug.

Essa condição pode envolver narinas estreitas, palato mole alongado, alterações na laringe e traqueia mais estreita. Como resultado, o cão precisa fazer mais esforço para respirar.

Principais sintomas

Os sinais mais comuns incluem:

  • respiração muito barulhenta;
  • roncos intensos, mesmo quando o cão está acordado;
  • dificuldade para realizar exercícios;
  • engasgos frequentes;
  • língua ou gengivas arroxeadas;
  • desmaios;
  • intolerância ao calor;
  • dificuldade para se recuperar depois de uma caminhada.
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Embora muitos tutores considerem os roncos normais, uma respiração constantemente ruidosa pode indicar obstrução das vias aéreas. A VCA Animal Hospitals destaca que o excesso de peso pode piorar os sintomas e que alguns cães precisam de correção cirúrgica.

Como reduzir os riscos

Primeiramente, mantenha o pug dentro do peso adequado. Além disso, evite exercícios intensos, especialmente em dias quentes ou úmidos.

Também é recomendável utilizar peitoral em vez de coleira presa ao pescoço, pois a pressão nessa região pode aumentar o desconforto respiratório. Por fim, procure um veterinário caso o animal demonstre dificuldade para respirar, cansaço excessivo ou episódios de desmaio.

2. Intolerância ao calor e hipertermia

Por dependerem principalmente da respiração para controlar a temperatura corporal, os cães braquicefálicos apresentam maior dificuldade para se resfriar.

Consequentemente, o pug pode sofrer hipertermia mesmo durante caminhadas relativamente curtas, principalmente em locais quentes e úmidos. O risco aumenta ainda mais quando o animal está acima do peso.

Sinais de superaquecimento

Observe sintomas, tais como:

  • respiração muito acelerada;
  • salivação intensa;
  • língua muito vermelha ou arroxeada;
  • fraqueza;
  • vômito;
  • falta de coordenação;
  • desmaio;
  • temperatura corporal elevada.

A hipertermia é uma emergência veterinária. Portanto, o pug nunca deve ser deixado dentro de um carro, mesmo por poucos minutos.

Durante os dias quentes, prefira passeios no início da manhã ou no final da tarde. Além disso, mantenha água fresca disponível e ofereça acesso a um ambiente ventilado ou climatizado.

3. Problemas oculares

Os olhos grandes e proeminentes deixam o pug mais vulnerável a traumas, ressecamento e lesões na córnea. Sendo assim, vale destacar que entre os problemas mais frequentes estão as úlceras de córnea, o olho seco, a pigmentação da córnea e o prolapso da glândula da terceira pálpebra, conhecido como “cherry eye”.

O American Kennel Club, por exemplo destaca que os olhos são uma das regiões mais vulneráveis da raça e menciona especificamente a ocorrência de úlceras de córnea e olho seco.

Sinais de problemas nos olhos

Procure atendimento veterinário se o pug apresentar:

  • olho fechado ou semicerrado;
  • vermelhidão;
  • excesso de lágrimas;
  • secreção amarela ou esverdeada;
  • manchas na córnea;
  • coceira;
  • sensibilidade à luz;
  • aparência azulada ou esbranquiçada no olho.

Problemas oculares podem evoluir rapidamente. Assim, não é recomendável utilizar colírios humanos ou medicamentos sem orientação profissional.

4. Dermatite nas dobras da pele

As dobras do rosto do pug podem acumular umidade, lágrimas, resíduos de comida e sujeira. Sendo assim, como consequência, o ambiente se torna favorável à proliferação de bactérias e fungos.

Como identificar uma infecção nas dobras

Os principais sinais são:

  • mau cheiro;
  • vermelhidão;
  • coceira;
  • pele escurecida;
  • secreção;
  • umidade constante;
  • sensibilidade ao toque.

Para prevenir o problema, limpe delicadamente as dobras com um produto recomendado pelo veterinário e, posteriormente, seque completamente a região. A umidade deixada entre as rugas pode favorecer novas irritações.

A VCA recomenda a limpeza e a secagem regulares das rugas do pug para ajudar a prevenir infecções de pele.

5. Obesidade

O pug possui forte tendência ao ganho de peso. Além de comprometer as articulações, a obesidade pode agravar a dificuldade respiratória e reduzir ainda mais a tolerância ao exercício.

Nesse sentido, o controle de peso é uma das medidas mais importantes para evitar diferentes problemas de saúde em pug.

Como prevenir o excesso de peso

Para manter o cão saudável:

  • ofereça a quantidade de alimento indicada pelo veterinário;
  • evite fornecer restos de comida;
  • limite petiscos;
  • realize atividades físicas leves e frequentes;
  • acompanhe o peso regularmente;
  • mantenha consultas veterinárias periódicas.

Além disso, os petiscos utilizados durante o treinamento devem ser considerados na quantidade total de calorias consumidas durante o dia.

6. Luxação de patela

A luxação de patela ocorre quando a rótula se desloca de sua posição normal. Esse problema é relativamente comum em cães de pequeno porte e pode variar de episódios leves até casos que exigem cirurgia.

O tutor pode perceber que o pug levanta uma das patas traseiras por alguns segundos e, logo depois, volta a caminhar normalmente. Entretanto, com a progressão do problema, podem surgir dor e dificuldade de locomoção.

Sintomas mais comuns

  • mancar de maneira intermitente;
  • levantar uma das patas traseiras;
  • dificuldade para subir escadas;
  • resistência para caminhar;
  • dor ao movimentar o joelho;
  • redução das atividades.

O excesso de peso pode aumentar a sobrecarga nas articulações. Por isso, manter uma condição corporal adequada também ajuda a proteger os joelhos.

7. Displasia de quadril

Embora seja frequentemente associada a cães de grande porte, a displasia de quadril também pode afetar pugs. A condição ocorre quando a articulação entre o quadril e o fêmur não se desenvolve corretamente.

Com o passar do tempo, o atrito inadequado pode causar dor, inflamação e artrose.

Possíveis sinais

  • dificuldade para se levantar;
  • menor interesse por caminhadas;
  • movimentos rígidos;
  • dificuldade para subir em móveis;
  • dor nas patas traseiras;
  • perda de massa muscular;
  • andar semelhante a pequenos saltos.

O diagnóstico pode envolver exame físico e radiografias. Dependendo da gravidade, o tratamento pode incluir controle de peso, fisioterapia, medicamentos e cirurgia.

8. Problemas de coluna

Os pugs podem apresentar alterações na formação das vértebras, como as chamadas hemivértebras. Algumas dessas alterações não produzem sintomas; entretanto, outras podem pressionar a medula espinhal e provocar problemas neurológicos.

O Royal Veterinary College aponta que cães braquicefálicos pequenos, incluindo o pug, apresentam predisposição a determinadas doenças neurológicas e malformações vertebrais.

Sinais de alerta

  • dor nas costas;
  • fraqueza nas patas;
  • dificuldade para caminhar;
  • perda de equilíbrio;
  • arrastar as patas;
  • dificuldade para controlar a urina ou as fezes;
  • paralisia parcial ou completa.

Esses sintomas exigem avaliação veterinária rápida. Além disso, evite que o pug salte repetidamente de camas, sofás ou superfícies elevadas.

9. Encefalite do pug

A encefalite do pug, também chamada de meningoencefalite necrosante, é uma doença inflamatória grave que afeta o cérebro. A condição possui componente genético e pode evoluir rapidamente.

Entre os exames de saúde recomendados para criadores da raça estão testes relacionados à encefalite, além de avaliações dos quadris, joelhos e olhos.

Sintomas neurológicos

  • convulsões;
  • andar em círculos;
  • desorientação;
  • alteração de comportamento;
  • perda de equilíbrio;
  • dificuldade para enxergar;
  • fraqueza;
  • pressão da cabeça contra paredes ou móveis.

Qualquer convulsão ou alteração neurológica deve ser tratada como emergência. No entanto, é importante destacar que nem toda convulsão em um pug significa encefalite. Somente um veterinário poderá investigar a causa corretamente.

10. Otite

As infecções de ouvido também podem aparecer com frequência. Elas podem estar associadas à umidade, ao acúmulo de cera, a alergias ou à proliferação de bactérias e fungos.

Sinais de otite

  • coçar frequentemente as orelhas;
  • balançar a cabeça;
  • secreção;
  • mau cheiro;
  • vermelhidão;
  • dor ao tocar;
  • inclinação da cabeça para um dos lados.

Para prevenir, verifique os ouvidos regularmente e utilize apenas produtos de limpeza indicados para cães. Cotonetes não devem ser introduzidos profundamente no canal auditivo.

11. Alergias

Os pugs podem desenvolver alergias alimentares, ambientais ou relacionadas a picadas de pulgas. As reações costumam afetar principalmente a pele, as patas e os ouvidos.

Sintomas que podem indicar alergia

  • coceira persistente;
  • lambedura das patas;
  • pele avermelhada;
  • queda de pelos;
  • infecções de ouvido recorrentes;
  • feridas;
  • manchas na pele;
  • desconforto gastrointestinal.

Como diferentes doenças podem produzir sintomas semelhantes, o diagnóstico deve ser realizado pelo veterinário. Além disso, mudanças na alimentação não devem ser feitas aleatoriamente, pois uma dieta de eliminação precisa seguir critérios específicos.

12. Problemas dentários

Como o pug possui o focinho curto, os dentes podem ficar muito próximos ou desalinhados. Consequentemente, há maior facilidade para o acúmulo de placa bacteriana e tártaro.

Sinais de doença dentária

  • mau hálito forte;
  • gengiva vermelha;
  • sangramento;
  • dificuldade para mastigar;
  • perda de dentes;
  • excesso de saliva;
  • recusa de alimentos mais firmes.

A escovação dentária frequente, realizada com creme dental próprio para cães, é uma das principais formas de prevenção. Além disso, o veterinário poderá recomendar limpeza profissional quando houver acúmulo significativo de tártaro.

13. Problemas digestivos

Alguns pugs podem apresentar refluxo, regurgitação, vômitos e dificuldade para engolir. Em certos cães braquicefálicos, o esforço respiratório também pode estar associado a alterações gastrointestinais.

É importante diferenciar vômito de regurgitação. No vômito, geralmente existem contrações abdominais; por outro lado, na regurgitação, o alimento pode retornar de maneira mais passiva.

O tutor deve procurar atendimento caso os episódios sejam frequentes, contenham sangue ou sejam acompanhados por perda de peso, dor, fraqueza ou falta de apetite.

Quais sintomas indicam uma emergência?

Alguns sinais não devem aguardar uma consulta de rotina.

SintomaPossível gravidadeO que fazer
Dificuldade intensa para respirarEmergência respiratóriaProcurar atendimento imediatamente
Língua ou gengiva azuladaFalta de oxigênioLevar a uma emergência veterinária
DesmaioProblema respiratório, cardíaco ou neurológicoAtendimento imediato
ConvulsãoAlteração neurológicaProcurar emergência
Incapacidade de caminharProblema ortopédico ou neurológicoEvitar movimentos e procurar atendimento
Olho fechado e com dorPossível lesão de córneaAvaliação no mesmo dia
Temperatura elevada e fraquezaPossível hipertermiaIniciar resfriamento moderado e buscar emergência
Vômitos repetidosRisco de desidratação ou obstruçãoProcurar orientação veterinária

Como prevenir problemas de saúde em pug

Nem todas as doenças podem ser evitadas. Contudo, algumas medidas reduzem riscos e permitem identificar alterações precocemente.

Mantenha o peso adequado

O controle de peso ajuda a proteger a respiração, as articulações e o coração. Portanto, ajuste a alimentação conforme a idade, o nível de atividade e as recomendações do veterinário.

Evite exercícios em horários quentes

Prefira caminhadas curtas durante os períodos mais frescos do dia. Além disso, interrompa a atividade se o cão apresentar respiração excessivamente forte, fraqueza ou dificuldade para acompanhar.

Utilize um peitoral confortável

O peitoral distribui a pressão pelo tórax e evita a compressão direta do pescoço. Ainda assim, ele deve estar ajustado corretamente para não limitar os movimentos.

Cuide das dobras faciais

Limpe e seque as rugas regularmente. Caso apareçam vermelhidão, secreção ou mau cheiro, procure orientação profissional.

Examine os olhos diariamente

Observe se existe vermelhidão, secreção, opacidade ou dificuldade para manter os olhos abertos. Como as doenças oculares podem evoluir rapidamente, alterações persistentes precisam ser avaliadas.

Faça acompanhamento veterinário

Consultas periódicas permitem avaliar peso, respiração, coração, olhos, pele, dentes, joelhos e coluna. Filhotes, idosos ou animais com doenças preexistentes podem precisar de acompanhamento mais frequente.

Mantenha vacinas e antiparasitários atualizados

A vacinação, a prevenção contra pulgas e carrapatos e o controle de vermes também fazem parte dos cuidados básicos de saúde.

Frequência recomendada de cuidados

CuidadoFrequência sugerida
Observar respiração e comportamentoDiariamente
Examinar olhosDiariamente
Verificar e limpar dobrasConforme orientação veterinária e necessidade
Escovar os dentesPreferencialmente todos os dias
Verificar ouvidosUma vez por semana
Controlar o pesoA cada duas a quatro semanas
Consulta de rotinaPelo menos uma vez ao ano
Consulta para pug idoso ou com doença crônicaConforme recomendação veterinária

A frequência exata pode variar de acordo com a idade, a saúde e o estilo de vida de cada animal.

Como escolher um filhote de pug com responsabilidade

Ao procurar um filhote, não avalie apenas a aparência. Dê preferência a criadores que realizem exames de saúde nos cães utilizados para reprodução e que estejam dispostos a apresentar os resultados.

Observe também se os pais do filhote conseguem respirar com facilidade, caminhar normalmente e realizar atividades sem apresentar cansaço extremo.

Além disso, desconfie de animais selecionados por características físicas exageradas, como focinho extremamente achatado, narinas muito fechadas e excesso de rugas. Os pugs são considerados uma das raças de animais dóceis ideais para crianças.

O pug pode ter uma vida saudável?

Sim. Apesar da predisposição a determinadas condições, muitos pugs podem viver de maneira feliz e ativa quando recebem cuidados adequados.

Para isso, é fundamental controlar o peso, evitar o calor excessivo, acompanhar a respiração, cuidar dos olhos e da pele e manter consultas veterinárias regulares.

Além disso, o tutor não deve considerar dificuldade respiratória, cansaço extremo ou roncos muito intensos como características inevitáveis da raça. Esses sinais podem representar um problema que precisa de avaliação.

Perguntas frequentes sobre problemas de saúde em pug

1. Quais são os problemas de saúde mais comuns em pugs?

Os problemas mais comuns incluem dificuldades respiratórias, problemas oculares, dermatites nas dobras da pele, obesidade, luxação de patela, doenças dentárias, otites e alterações na coluna.

2. Todo pug apresenta problemas respiratórios?

Nem todo pug apresenta a mesma gravidade, mas a raça possui maior predisposição a dificuldades respiratórias devido ao focinho curto. Roncos intensos, cansaço excessivo e dificuldade para respirar devem ser avaliados por um veterinário.

3. Roncar é normal em pug?

Roncos leves podem acontecer, especialmente durante o sono. Entretanto, roncos muito altos, respiração ruidosa enquanto o cão está acordado, engasgos ou desmaios podem indicar obstrução das vias aéreas.

4. Por que o pug não pode ficar muito tempo no calor?

O pug possui maior dificuldade para controlar a temperatura corporal por meio da respiração. Por isso, pode sofrer superaquecimento rapidamente, principalmente durante exercícios ou em dias quentes e úmidos.

5. Como saber se o pug está com problema nos olhos?

Vermelhidão, secreção, excesso de lágrimas, olho fechado, coceira e manchas na córnea são sinais de alerta. Como lesões oculares podem evoluir rapidamente, o ideal é procurar atendimento veterinário.

6. Como limpar as dobras do rosto do pug?

As dobras devem ser limpas delicadamente com um produto adequado para cães ou conforme orientação veterinária. Depois da limpeza, é fundamental secar bem a região para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

7. Qual é o peso ideal de um pug?

O peso ideal varia conforme o tamanho, a idade e a estrutura corporal do animal. Mais importante do que observar apenas o número na balança é avaliar a condição corporal com o auxílio de um veterinário.

8. O pug pode fazer exercícios físicos?

Sim. O pug pode e deve realizar atividades físicas moderadas, como caminhadas curtas e brincadeiras leves. No entanto, exercícios intensos e atividades em horários quentes devem ser evitados.

9. Com que frequência o pug deve ir ao veterinário?

Pugs saudáveis devem realizar consultas de rotina pelo menos uma vez ao ano. Filhotes, idosos ou cães com doenças crônicas podem precisar de avaliações mais frequentes.

10. Quais sinais indicam uma emergência em um pug?

Dificuldade intensa para respirar, língua arroxeada, desmaios, convulsões, incapacidade de caminhar, superaquecimento e dor ocular intensa são sinais que exigem atendimento veterinário imediato.

Conclusão

Os principais problemas de saúde em pug estão relacionados à respiração, aos olhos, à pele, às articulações, à coluna e ao peso. Entretanto, a observação diária e o acompanhamento veterinário permitem identificar muitas alterações ainda no início.

Portanto, além de oferecer carinho e uma alimentação equilibrada, o tutor deve proteger o animal do calor, manter uma rotina moderada de exercícios e procurar atendimento sempre que surgirem sinais incomuns.

Quanto mais cedo um problema for identificado, maiores serão as possibilidades de tratamento, controle dos sintomas e preservação da qualidade de vida do pug.

Aviso: este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um médico-veterinário.

Vanessa Mantovani